Um editorial com ética e transparência

A maneira ética de atuar e a imparcialidade na cobertura dos fatos são alguns dos itens que colaboraram para a conquista da preferência dos leitores de Mogi e região. A adoção de bandeiras, em prol das cidades do Alto Tietê e de seus moradores, é uma marca do Mogi News, que, a cada ano, é aperfeiçoada. Hoje, o jornal é reconhecido por autoridades e leitores pela sua conduta transparente na publicação das notícias. “O nosso jornal tem uma tradição. Nesses quase 32 anos de circulação, o Mogi News passou por muitas mudanças, mas sempre preservando a sua integridade moral em relação aos acontecimentos, aos entrevistados e aos leitores”, afirma o editor-chefe, Márcio Siqueira.

Ele conta que, no início, o jornal já levantava algumas bandeiras da comunidade mogiana: “Em 1992, quando o Sidney (Antonio de Moraes) assumiu o comando do Mogi News, houve uma mudança radical, com o fortalecimento do conteúdo editorial. Esta mudança foi ainda mais acentuada em 1997, quando o jornal tornou-se diário. Começava ali a luta contra um dos monopólios da cidade”.

Siqueira se refere aos três principais monopólios que Mogi já teve e que foram quebrados da década de 90 para cá: o da comunicação, o do transporte e o da política. O primeiro a ter fim foi o da comunicação, com a transformação da periodicidade do Mogi News. A partir daí, Mogi ganhou uma nova opção de leitura diária dos acontecimentos da cidade e região.

“Os três monopólios, o jornalístico, o do transporte com a família Eroles, finalizado em 2004, e o da política, em 2000, quando o atual prefeito Junji Abe (PSDB) passou a liderar o Executivo municipal depois de quatro mandatos de Waldemar Costa Filho, causaram grande impacto na rotina da cidade. Sem dúvida, estas mudanças ajudaram o município a tomar o rumo do desenvolvimento atual”.

Linha editorial

A identidade do Mogi News se fortaleceu em 2002, relembra o editor-chefe, quando o jornal experimentou uma grande mudança com a contratação do experiente jornalista Luciano Ornelas, que veio para comandar a Redação.

“Não dá para falar em mudança editorial sem citar o Luciano, que ficou no jornal até 2005. Ele conseguiu conciliar uma linha editorial própria, isenta. Hoje, nós temos um setor comercial forte, uma página de opinião que divulga não só o conceito do jornal, mas também a avaliação de pessoas cidadãs e contamos, ainda, com uma cobertura imparcial, deixando para o leitor a tarefa de tirar, ele mesmo, as conclusões sobre o noticiário”, conclui.

“Quem casa quer casa, e quem pensa quer jornal. Quando o Mogi News era semanal, tinha jeito de marido que comparece a cada sete dias. O jornal chega ao meu jardim tão rápido quanto o pãozinho matinal. Bem-trabalhado, ele traz um pouco de tudo. Se, com a mundialização, a internet nos coloca em tempo hábil sobre as notícias, o jornal não podia ser diferente. Depois, em suas folhas há os discursos dos que fazem opinião. Então, os comentários da vida tornam o jornal mais rico, porque ele é plural. Porque ele se instituiu em nosso dia-a-dia, e agora é mais que um gosto. É um vício matinal”.
Ivone Marques Dias, historiadora