Duas vítimas do vôo 3054
têm ligações com a cidade

Amarildo Augusto

Mogi das Cruzes tem motivos a mais para chorar a tragédia do vôo 3054 da TAM, além da morte de 200 pessoas no maior acidente da história da aviação brasileira. Isso porque pelo menos duas dessas vítimas têm profundas raízes com o município. Vanda Ueda, de 42 anos, viveu em Mogi dos 13 aos 28 anos e graduou-se em Geografia pela Universidade Mogi das Cruzes. José Carlos Pierucetti, de 43, formado em Arquitetura pela Universidade Braz Cubas, nasceu em uma das famílias mais tradicionais da cidade.

Até as 21 horas de ontem, os familiares de ambos ainda não haviam conseguido informações sobre uma possível identificação dos corpos. A mãe e a irmã mais velha de Vanda Ueda aguardavam em um hotel de São Paulo a chegada do marido dela, Paulo, que vinha de Porto Alegre, onde o casal vivia com o filho de 18 anos. Com ele viriam objetos, documentos e fichas médicas e dentárias que pudessem auxiliar os peritos do Instituto Médico-Legal.

O mesmo procedimento foi feito pelo irmão mais novo de José Carlos, Osvaldo Pierucetti. De acordo com ele, no entanto, após a entrega do material só restava à família aguardar o resultado do trabalho dos técnicos: “Isso pode acontecer em algumas horas ou alguns dias, porque depende do estado em que os corpos ficaram”. Embora as famílias tenham manifestado a intenção de sepultar os parentes em Mogi das Cruzes, nenhuma delas disse ter condição de definir quando e como isso aconteceria.