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Mogi tem a chance de dizer “NÃO” ao lixão
A batalha de Mogi das Cruzes contra o aterro sanitário regional que a empreiteira Queiroz Galvão pretende construir no distrito do Taboão terá, na próxima terça-feira, mais uma etapa, com a audiência pública para a discussão do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA-Rima) com o qual a empresa pretende licenciar a obra, rejeitada pela maioria dos mogianos. A audiência começará às 17 horas, no Clube Esportivo do Bunkyo. Mas ninguém sabe ao certo a que horas deverá terminar. A audiência cumpre uma das etapas do processo de análise do processo de licenciamento, que tramita na Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Mas é também uma grande oportunidade para a sociedade mostrar o repúdio ao empreendimento, considerado nocivo ao município por ambientalistas, lideranças de bairros, políticos e entidades que, nos últimos meses, se engajaram num grande movimento contrário ao lixão. Alguns líderes do movimento “Fora Lixão” apostam que o debate se estenderá até a madrugada do dia seguinte. De acordo com o integrante do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), Carlos Bocuhy, uma das razões de ser da audiência pública é garantir a todos os representantes da sociedade civil o direito de manifestar seus pontos de vista sobre um projeto que tem o potencial de afetar o seu dia-a-dia, como é o caso de um aterro com capacidade para receber mais de mil toneladas de lixo por dia e com vida útil prevista de 44 anos. Além de receber os resíduos domiciliares e industriais das cidades do Alto Tietê, a Queiroz Galvão planeja despejar no Taboão o lixo de 39 bairros da zona leste de São Paulo. O primeiro a falar na audiência será o secretário-executivo do Consema, Germano Seara Filho. Depois, engenheiros e técnicos da Resiconsult, contratada pela Queiroz Galvão para elaborar o EIA-Rima, farão uma explanação. O ambientalista e representante das entidades sociais no Consema, Carlos Bocuhy, falará em seguida. Por fim, representantes de entidades da sociedade civil, pessoas físicas (qualquer cidadão), deputados, vereadores e o prefeito poderão se manifestar sobre o aterro. Reuniões realizadas nos últimos dias definiram a relação e a ordem das entidades que se manifestarão contra a implantação do depósito regional de lixo: “Os detalhes ainda serão confirmados, mas o nosso objetivo é que dez líderes das entidades falem na audiência. Cada um deverá se manifestar sobre uma área específica. Por exemplo: a Comissão de Meio Ambiente da 17ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai usar os cinco minutos de que dispõe para destacar os impedimentos jurídicos que este projeto apresenta”, antecipou o presidente da Associação de Moradores do Mogilar e diretor do Instituto Cultural e Ambiental do Alto Tietê, José Arraes. “A ameaça às águas subterrâneas e das nascentes, o problema que o aterro representará para a agricultura e ao crescimento industrial do Taboão e de Mogi serão temas apontados com mais detalhes pelas entidades”, ressaltou Arraes. |
“Da forma como este projeto está proposto, considero uma agressão contra Mogi, a comunidade residente próximo ao local e também contra todos os mogianos. A empresa escolheu muito mal, porque aquela área é uma das únicas possíveis para o desenvolvimento industrial e geração de empregos”. -- * -- “Um aterro não é uma ocupação mais adequada para aquela área. De acordo com o projeto apresentado, a cidade só tem a perder com o aterro, não vejo nada de positivo. Além disso, ninguém quer uma lata de lixo instalada na sala de estar de sua casa”. |
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