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A obra de R$ 75 milhões é polêmicaA poucos dias da audiência pública que poderá ser decisiva para a continuidade ou não do projeto da empreiteira Queiroz Galvão, nem a própria empresa pode negar a enorme rejeição que o aterro provoca entre os mogianos e, principalmente, às suas lideranças. A polêmica em torno da obra, na qual a empresa pretende investir R$ 75,7 milhões em dez etapas, começou em 2003. Naquele ano, a construtora protocolou na Secretaria de Estado do Meio Ambiente o pedido de licenciamento para instalar o aterro no Taboão. Naquela oportunidade, a Queiroz Galvão tinha dois documentos liberados pela Prefeitura de Mogi que, na opinião da empreiteira, lhe garantiam o direito de instalar o aterro. A Prefeitura de Mogi, por sua vez, argumenta que estes documentos em nenhuma hipótese autorizavam o empreendimento a se instalar na cidade. “Funcionários da Secretaria de Estado do Meio Ambiente manipularam maliciosamente os documentos em favor dos interesses da empreiteira”, acusou o prefeito Junji Abe. Desde 2004, sob a liderança de Junji, dezenas de entidades começaram a trabalhar contra a implantação do aterro projetado para uma área que foi repassada à Queiroz Galvão pelo empresário Raul Lerário. A Câmara Municipal, cuja maioria dos vereadores até então defendia o projeto e por isso chegou a ser alvo de protestos, passou a ser contra. Uma força-tarefa se formou e iniciou a ofensiva contra o megaempreendimento da Queiroz Galvão. Na luta contra o lixão, os mesmos vereadores que votaram leis a favor do aterro aprovaram, em 2006, dois projetos da Prefeitura que alteraram o zoneamento do Taboão. Por conta destas novas leis, empreendimentos, como o da Queiroz Galvão, ficaram inviáveis. Também até meados do ano passado, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente analisava o estudo de impacto ambiental da obra, mas o pedido de licenciamento foi arquivado. O prefeito Junji Abe havia solicitado a intervenção do governador em exercício, Cláudio Lembo, em favor de Mogi. No final de 2006, porém, a Queiroz Galvão entrou na Justiça e obteve uma liminar que garantiu o direito de ter o pedido de licenciamento desarquivado. Com isto, o governo estadual voltou a analisar a viabilidade da obra. Esta análise inclui a realização de uma audiência pública, que ocorrerá na próxima terça-feira. |
Além de ser contra o aterro em Mogi, sou totalmente contra qualquer tipo de empreendimento deste tipo, porque o lixo é uma riqueza e deve ser aproveitado como tal. Os aterros não geram nada de positivo para as cidades”. -- * -- É uma agressão de proporções gigantescas e todos temos de fazer parte deste movimento. O lixo é um grande problema, mas cada cidade tem de saber cuidar do seu e não transformar Mogi nesse depósito de resíduos, como prevê o projeto. Se fosse só aquilo que é produzido por aqui, poderia até ser, mas receber lixo de outros locais, jamais”. |
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