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Uma longa batalha nos tribunaisBras Santos
Em clima de festa, o prefeito anunciou a todos que, por determinação do então governador Cláudio Lembo, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente tinha arquivado o pedido de licenciamento do lixão. Três dias antes, Junji Abe havia se reunido com Lembo para pedir ajuda na tarefa de interromper o processo de licenciamento, que estava na esfera estadual.
Derrotas No TJ, a Prefeitura acumulou uma série de derrotas. Teve inicialmente o recurso para cassar a tutela antecipada negado. Em seguida, recorreu diretamente ao presidente do Tribunal, o desembargador Celso Luiz Limongi, para reverter a situação. Limongi afirmou em seu despacho que não tinha competência para julgar e que o assunto deveria ser avaliado por um colegiado de desembargadores. Outros dois recursos foram negados à Prefeitura desde o mês de março. Nova estratégia Quando percebeu que a Queiroz Galvão tinha um grande especialista para garantir na Justiça os seus direitos, o prefeito de Mogi, com o apoio das entidades da sociedade civil que não concordam com o aterro regional, decidiu contratar o escritório do ex-secretário estadual de Meio Ambiente e especialista em direito ambiental, Edis Milaré, para enfrentar nos tribunais a equipe de advogados (liderados por Pinheiro Pedro) da Queiroz Galvão. Na única entrevista que concedeu para a Imprensa da região, Milaré disse ao Mogi News que os argumentos da Queiroz Galvão não são imbatíveis e que a voz do povo de Mogi (contra o aterro) é a voz do povo e deve ser ouvida pelas autoridades que decidirão pela implantação ou não do aterro. Futuro Mesmo que a audiência púbica seja suspensa ou tenha o resultado cancelado, ou mesmo que ela seja realizada e validada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente, a disputa entre dois dos mais conceituados escritórios voltados às causas ambientais deverá continuar. Isso porque no caso de a audiência ser considerada válida e o aterro licenciado, a Prefeitura continuará recorrendo ao Poder Judiciário para impedir a efetivação do projeto. Por outro lado, no caso de ter o empreendimento vetado, a Queiroz Galvão continuará tentando garantir nos tribunais a construção do aterro regional. |
“Da forma como este projeto está proposto, considero uma agressão contra Mogi, a comunidade residente próximo ao local e também contra todos os mogianos. A empresa escolheu muito mal, porque aquela área é uma das únicas possíveis para o desenvolvimento industrial e geração de empregos”. -- * -- “Um aterro não é uma ocupação mais adequada para aquela área. De acordo com o projeto apresentado, a cidade só tem a perder com o aterro, não vejo nada de positivo. Além disso, ninguém quer uma lata de lixo instalada na sala de estar de sua casa”. |
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