![]() |
|||||||||
Para setor industrial. lixão será um desastreCesar de Oliveira O setor industrial de Mogi é um dos mais engajados e atuantes na luta contra a possível implantação do aterro sanitário no distrito do Taboão. Dentre as associações que lutam contra o empreendimento da construtora Queiroz Galvão há uma série de entidades que defendem os interesses das empresas e todas concordam que o lixão pode espantar novas indústrias e até mesmo comprometer o funcionamento daquelas que já estão instaladas no local. O presidente da Associação Gestora Industrial do Distrito do Taboão (Agestab), Roberto de Azevedo Amado Júnior, afirmou que a instalação do aterro representa um verdadeiro desastre para Mogi. “Caso isso aconteça, realmente a cidade vai continuar exatamente da maneira como está, porque vai afetar o crescimento de uma forma muito séria. Há uma série de implicações na vinda deste lixão, sobretudo às indústrias. É um completo absurdo”, criticou Amado.
A idéia de ter um aterro sanitário como vizinho é a principal preocupação do diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) do Alto Tietê, Renato Torquato Rissoni. Ele comentou que nenhum empresário vai se sentir confortável em trazer sua empresa para Mogi sabendo que um lixão estará funcionando no local. “Acredito que o aterro está espantando as indústrias porque é uma situação bastante complicada para os empresários. Diante disso, não consigo enxergar nenhum ponto positivo com a vinda deste empreendimento”, disse. Opinião semelhante tem o diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) do Alto Tietê, Milton Sobrosa. Ele, que também integra o movimento contra o aterro, comentou que a área do Taboão poderia ser utilizada de uma forma muito mais vantajosa para a cidade. “A instalação de empresas naquele local é muito mais interessante para cidade em comparação com a idéia de se ter um lixão ali. O retorno e os benefícios seriam muito maiores com as indústrias”, comentou Sobrosa. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Social, Rubens Solovjevas, a região do Taboão foi criada para contribuir com o desenvolvimento da cidade, por meio da instalação de empresas, e não para um aterro sanitário. Ele afirmou que, mesmo deixando uma análise técnica de lado, percebe-se grandes prejuízos com a vinda do empreendimento da Queiroz Galvão. “A instalação deste aterro é extremamente ruim para Mogi, não traz nada de positivo. Aliás, muito pelo contrário, esta situação compromete a implantação de novas indústrias no local, afetando diretamente o crescimento da cidade”, concluiu. |
Se o aterro for implantado, teremos nos próximos 44 anos o lançamento do lixo, e após esse período, mais 40 anos de manutenção e monitoramento do material depositado até a sua completa decomposição. Isto significa que deixaremos um enorme problema para os nossos bisnetos, que ainda nem nasceram”. -- * -- O local que a empresa definiu para uma instalação deste tipo não me parece nada justo, pois aquela área pode ser utilizada para outras coisas. Outro problema é a possibilidade de o lixo de São Paulo vir parar em Mogi, já que é um volume diário muito grande. Penso que é necessário um aterro, mas não para receber resíduos de outras cidades”. |
||||||||
| desenvolvido por Caio Cunha | |||||||||