Medo maior é de que ocorra contaminação na área

Mesmo que não esteja muito próximo à área onde o aterro sanitário pode ser instalado no distrito industrial do Taboão, os moradores do condomínio Aruã temem o empreendimento. Estão preocupados com o risco de danos ao meio ambiente e a desvalorização dos imóveis. O conjunto conta com 1,2 mil casas e a maioria dos moradores é contrária ao lixão.

É o caso do gerente de vendas Gilmar Cardoso, 52 anos. “Infelizmente, não tem como garantir que o meio ambiente estará intacto, porque é uma instalação de risco. Eu sei que existem nascentes naquela área e a probabilidade do chorume contaminá-las é muito grande, portanto, acredito que não deve ser instalado o aterro”, opinou.

A professora Samara Abdul Fattah, 39 anos, comentou que os responsáveis pelo empreendimento poderiam encontrar outra área para instalar o aterro. Ela contou que recicla o lixo produzido em casa, mas que ainda falta essa consciência para as pessoas. “Essa cultura do lixo que existe é bastante complicada. Se fosse diferente, talvez não seria nem necessária a existência de aterros”, disse.

O funcionário público Armando Bernardino Neto, 36 anos, também condenou a existência de aterros sanitários. Para ele, a tecnologia poderia ser utilizada em favor da natureza para tratar da questão do lixo de uma maneira diferente: “É possível reciclar o lixo e transformar aquilo que for orgânico em material utilizável ainda. A instalação de um lixão não traz nada de bom, muito pelo contrário, vai comprometer seriamente o desenvolvimento industrial e imobiliário desta região”. Já o vendedor Ramon Bedin, 56 anos, se preocupa com o futuro: “As pessoas envolvidas nesse processo não estão pensando no futuro e nas conseqüências de um aterro como esse. Não quero deixar isso para meus netos, por isso sou totalmente contrário”. (C.O.)

Sou totalmente contra esta instalação porque considero que será muito lixo para a cidade receber. É impossível que, com um volume tão grande de detritos, não ocorram prejuízos. Por isso, acredito que é preciso tratar o lixo utilizando a tecnologia”.
Lúcio Bittencourt, artista plástico.

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Sou totalmente favorável a esta mobilização popular contra a instalação do aterro. Aquela área tem de ser aproveitada para estimular o desenvolvimento de Mogi e com o lixão nenhuma empresa vai querer se instalar ali. Além disso, as pessoas precisam pensar em soluções definitivas para a questão do lixo porque, do contrário, estaremos em uma briga semelhante daqui a 10 anos”.
Thamara Strelec, presidente estadual do movimento de mulheres do PDT.

desenvolvido por Caio Cunha