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“O que podemos fazer com o lixo?”Além de explicar os motivos pelos quais considera inevitável a existência de aterros sanitários no Brasil, o professor da Universidade Cruzeiro do Sul, André Wagner Oliani Andrade, explicou que os problemas com o lixo estão ligados diretamente à relação das pessoas com o consumo de uma forma geral. Ele lembrou que a idéia mantida por muitas pessoas sobre o verdadeiro desenvolvimento das cidades sempre vem acompanhada do aumento na produção de lixo. Segundo ele, atualmente as pessoas geram 700 gramas de lixo por dia. “É uma quantidade muito grande de resíduos diariamente. Se você fizer uma conta por cima, só na cidade de Mogi já dá um resultado bastante considerável, agora imagina estendendo para outros locais?”, questionou Andrade. Diante disso, ele faz outro questionamento: “O que podemos fazer com o lixo?” O professor comentou que as alternativas existentes ainda não são suficientemente viáveis para colocar fim a este problema. Ele defende que seja realizado um trabalho de longo prazo, iniciando com a educação ambiental das pessoas sobre separar o lixo e também sobre o consumo. “Mudando a maneira como as pessoas se relacionam com os produtos, a situação pode começar a melhorar. É preciso que se mude a cultura do lixo”, afirmou. Outra questão levantada é sobre os materiais que se decompõem na natureza, chamados de degradáveis. “Levando-se em consideração que todo o material depositado nos aterros pode ser reutilizado no futuro, talvez os produtos biodegradáveis não sejam a melhor alternativa para tratar do lixo. Além disso, penso que as pessoas poderiam começar a conhecer um pouco mais sobre o lixo, daí poderiam surgir opções para o que pode ser feito para resolver ou amenizar o problema”, finalizou. (C.O.) |
“Da forma como este projeto está proposto, considero uma agressão contra Mogi, a comunidade residente próximo ao local e também contra todos os mogianos. A empresa escolheu muito mal, porque aquela área é uma das únicas possíveis para o desenvolvimento industrial e geração de empregos”. -- * -- “Este aterro está indo na contramão da história, porque já existe uma série de novas tecnologias disponíveis para tratar o lixo, como a Usina Verde, por exemplo. Acredito que cabe até um puxão de orelha na secretaria estadual de Meio Ambiente pelo fato de continuar aceitando projetos como este e não estimular opções que não ofereçam riscos ao meio ambiente”. |
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