Risco também para a agricultura
Além da vocação para indústrias, o distrito do Taboão conta com áreas de produção agrícola, principalmente, no bairro Itapeti. Além disso, há uma colônia de famílias assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que fica ao lado do terreno de mais dois milhões de metros quadrados previsto para o aterro. A construtora Queiroz Galvão, segundo denúncias de líderes do movimento contra o lixão, teria argumentado que o assentamento havia sido desativado. O Mogi News, porém, foi ao bairro e constatou que ele existe e está em plena atividade. Produz cerca de 20 toneladas de frutas e legumes por ano numa área de 40 alqueires (cerca de um milhão de metros quadrados), conforme explicou o responsável pela associação, Jorge de Assis. As famílias temem o aterro. Acham que o lixão poderá contaminar nascentes e prejudicar a produção.
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É uma agressão de proporções gigantescas e todos temos de fazer parte deste movimento. O lixo é um grande problema, mas cada cidade tem de saber cuidar do seu e não transformar Mogi nesse depósito de resíduos, como prevê o projeto. Se fosse só aquilo que é produzido por aqui, poderia até ser, mas receber lixo de outros locais, jamais”.
Odete Rodrigues Alves de Sousa, vereadora (PDT).
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Sou contrário ao aterro e considero isto que está acontecendo um absurdo. Há uma série de alternativas para o lixo e não vejo problemas em importar esta tecnologia para garantir um impacto menor ao meio ambiente. As cidades precisam dar uma solução para os resíduos, mas isso tem de ser melhor planejado e de uma forma que não traga prejuízos, e sim benefícios para a cidade”.
Roberto Najar, vice-presidente da Associação Comercial de Mogi. |