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Usina Verde também é opção
Similar à tecnologia oferecida por um consórcio de empresas, a chamada Usina Verde também promete transformar o lixo em energia. A principal diferença em comparação com as usinas de processamento de resíduos para conversão térmica é o valor do investimento. Criada e testada no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a opção nacional é mais barata porque não é necessário o pagamento de royalties para os detentores da patente tecnológica. O processamento do lixo pode ser feito em pequenas unidades, instaladas em uma área equivalente a um campo de futebol. A capacidade é de 150 toneladas por dia, que podem gerar até 2,6 megawatts de energia elétrica. Uma usina experimental já funciona nas dependências da UFRJ processando 30 toneladas de resíduos diariamente convertidos em 440 kilowatts de energia. Em Mogi, a proposta foi sugerida pelo advogado especializado em direito ambiental João Carlos Barbatti. “Desde o início dessa história do aterro sanitário eu defendo esta alternativa. Inclusive, até o prefeito Junji Abe já visitou a usina experimental no Rio e gostou da idéia. Acredito que é a melhor opção existente para tratar da questão do lixo, não só em Mogi, mas em todas as outras cidades do país”, comentou. A implantação de uma usina verde leva em média dois anos para ser concluída e custa R$ 23 milhões. “Dentro de seis anos, em média, esse investimento é recuperado. Além da questão econômica é importante lembrar que esta opção não agride o meio ambiente em nenhuma das formas, por isso, sempre defendo esta alternativa perante as outras, principalmente, ao aterro sanitário”, concluiu o advogado. (C.O.) |
Acredito que um aterro sanitário é muito importante para qualquer cidade, porém, a questão principal é em relação ao local escolhido. Todo o setor industrial está contrário ao lixão e tenho lido que existem até empresas condicionando a vinda para a cá à não instalação do aterro. Penso que seria um impacto negativo muito grande no crescimento e na geração de empregos”. -- * -- Se o aterro for implantado, teremos nos próximos 44 anos o lançamento do lixo, e após esse período, mais 40 anos de manutenção e monitoramento do material depositado até a sua completa decomposição. Isto significa que deixaremos um enorme problema para os nossos bisnetos, que ainda nem nasceram”. |
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