Lixo pode ser transformado em energia

Pensar que tudo aquilo que é jogado fora na lata de lixo pode ser convertido em energia elétrica parece enredo de filmes que retratam um futuro bastante distante da realidade atual. O consórcio formado pelas empresas Interport e Sefico-GBH, porém, garante que essa transformação é possível na usina de processamento de resíduos para conversão térmica. De todo o lixo que é submetido ao processo, sobram apenas 3%, diz a companhia, que ainda podem ser utilizados na construção civil.

O diretor da Interport, Gilmar Zanatta, comentou que a alternativa é uma das mais eficientes que existem atualmente: “Os aterros sanitários ficam ultrapassados perto da nossa tecnologia. Por mais bem feito que possa parecer um aterro, ninguém garante que não haverá contaminação do solo e do ar. Pelo processo que utilizamos, as agressões ao meio ambiente são praticamente zero porque conseguimos reutilizar 100% do lixo que é processado”.

De acordo com Zanatta, a empresa está negociando a instalação de usinas com diversas cidades, mas ainda não há nenhuma em funcionamento no Brasil. O custo para a implantação de uma planta com capacidade para processar 500 toneladas de lixo por dia é de R$ 120 milhões. “É uma solução bastante interessante porque apresenta uma série de benefícios. Além disso, pode ser instalada em qualquer local, porque não produz barulho nem odor”, garantiu. (C.0.)

O local que a empresa definiu para uma instalação deste tipo não me parece nada justo, pois aquela área pode ser utilizada para outras coisas. Outro problema é a possibilidade de o lixo de São Paulo vir parar em Mogi, já que é um volume diário muito grande. Penso que é necessário um aterro, mas não para receber resíduos de outras cidades”.
Aírton Nogueira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi e Região.

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Sou totalmente contra esta instalação porque considero que será muito lixo para a cidade receber. É impossível que, com um volume tão grande de detritos, não ocorram prejuízos. Por isso, acredito que é preciso tratar o lixo utilizando a tecnologia”.
Lúcio Bittencourt, artista plástico.

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