Último trecho custaria R$ 100 milhões

O trecho que fecharia o anel viário da cidade, 5,7 km, não precisa ser construído. É o que asseguram fontes da atual administração municipal. Inviável economicamente, pois teria de atravessar quilômetros com rochas, entre a Vila da Prata e o Jardim Camila, e ter viadutos nas margens do rio Tietê, além de uma ponte sobre ele, parece mais fácil contar com o pedaço duplicado de planície da Mogi-Bertioga, entre o trevo da Perimetral e a estrada do Nagao, acionar a estrada vicinal, também asfaltada, e sair na Mogi-Salesópolis.

O último trecho custaria algo em torno de R$ 100 milhões, um valor elevado demais, se comparado a outras necessidades, como a construção de viadutos e passagens subterrâneas para a transposição dos trilhos da CPTM que cortam a cidade.

Da SP-88, a poucos quilômetros está a avenida Engenheiro Miguel Gemma, que deverá estar duplicada até o final do ano. Será possível, com mais segurança, voltar ao bairro do Socorro e trafegar pelas avenidas João XXIII, Dante Jordão Stoppa e Ricieri José Marcatto, até chegar ao ponto inicial do anel viário, a Mogi-Guararema.

“O caminho final, alternativo, é oito quilômetros mais longo, mas pode ser visto com o fechamento do nosso ‘Rodoanel’, bastando somente duplicar a Nagao e o trecho que faltará entre a rotatória da tal vicinal, na SP-88, até o final da duplicação da Miguel Gemma”, diz um engenheiro da Prefeitura, que pediu para não ser identificado.

Sem solução

“O pedaço final da Perimetral custaria R$ 100 milhões aos cofres públicos, o que poderia ser pago por meio de liberação de verbas estaduais ou federais, mas queimaria um cartucho enorme sem precisar. Para se ter uma idéia, um viaduto para transpor a linha férrea está orçado em R$ 15 milhões. Daria para se construir seis viadutos na cidade e ainda erguer a estrutura de um sétimo. Por isso, a conclusão do anel viário, como foi programada em fins dos anos 70, é uma utopia”, avalia o engenheiro.

Para o ex-secretário de Obras Jamil Hallage, a obra seria cara demais, pois as exigências dos órgãos de meio ambiente impediriam aterros à beira do Tietê, entre o início do bairro do Cocuera e o distrito de César de Souza: “Daí a necessidade de se construir viadutos, o que é muito caro”. (M.S.)