Os desafios do progresso

Katia Guimarães

Os especialistas garantem que a cidade do futuro deve estar bem localizada, oferecer infra-estrutura e logística para moradores e empresas e ter emprego para diferentes áreas. Tudo isso com qualidade de vida. Mogi das Cruzes se encaixa neste perfil. Aos 447 anos, o município tem tudo para ser alvo de investidores e de pessoas que buscam todas estas características num lugar próximo à capital nos próximos anos.

Na última década, Mogi vem mostrando o seu potencial de crescimento, resta saber se a cidade está preparada para receber esta demanda. A Prefeitura diz que sim, mas que será preciso seguir à risca o Plano Diretor, aprovado, no ano passado, pela Câmara Municipal. O plano foi elaborado em 2000 e passou por uma revisão em 2006, feita em conjunto pela administração municipal, arquitetos, urbanistas e a própria população, que opinou sobre quais mudanças devem ser feitas na cidade nos próximos dez anos, validade do atual documento. O plano prevê a criação de avenidas, melhor aproveitamento da infra-estrutura do centro, soluções para a malha viária e democratização da gestão do município. “Nós precisamos utilizar melhor a estrutura instalada e levá-la para outros lugares, como os bairros da periferia”, explica o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, João Francisco Chavedar.

Tendências

O futuro do desenvolvimento residencial, comercial e industrial está em áreas afastadas do centro. A grande aposta habitacional é nos bairros Nova Mogilar, Fazenda Rodeio, César de Souza, Sabaúna e Aruã, para moradias de média e alta renda, e Jundiapeba, para as de baixa renda.

O comércio tende a crescer nos bairros mais distantes, mas o centro, ao contrário do que parece, tem sim muito espaço para receber novos empreendimentos. Isto porque há milhares de imóveis ociosos, sem nenhum tipo de utilização, que ocupam espaços que poderiam gerar emprego e renda e deixam o centro com um aspecto de saturado: “Este tipo de abandono de imóveis no centro é pura especulação imobiliária e prejudica o crescimento da cidade”.