Quando estacionar vira um grande transtorno

Com uma frota total de 134.207 veículos, Mogi pede por medidas que desobstruam o trânsito e dêem opções de estacionamento na área central. As estreitas ruas se tornam ainda menores com a utilização de metade delas como estacionamento público rotativo, a Zona Azul.

“As nossas ruas não são tão estreitas assim. Elas passam a ser estreitas quando se coloca uma calha viária gigantesca onde não deveria haver permissão para estacionar. As calçadas é que são curtas. Um carro parado ocupa de 2 a 2,20 metros, e tem calçada de um metro com postes, onde não passa um carrinho de bebê, quer dizer, o pedestre não tem espaço, mas o carro tem. A prioridade está errada”, diz João Francisco Chavedar, secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, que acredita que o que deve receber “alargamento” são as calçadas e não as vias.

Mas para tirar os carros de lá é necessário que se crie bolsões de estacionamento, que podem ser construídos em uma das tantas áreas ociosas do centro, como está previsto no Plano Diretor. Hoje, a área central tem 72 estacionamentos particulares com 3.286 vagas, segundo levantamento feito pela Prefeitura. O estacionamento público conta, apenas, com 900, número que o secretário municipal de Transportes, Nobuo Aoki Xiol, reconhece ser insuficiente.

“Para dar maior fluidez ao trânsito, teremos de tirar algumas áreas de estacionamento no centro, mas, antes, é necessário que outras medidas sejam tomadas, entre elas: transformar ruas de grande volume de comércio e pedestres em calçadões, acabar com o estacionamento em vias que são corredores e desviar o estacionamento público para áreas um pouco mais afastadas do núcleo principal”, revela Xiol. (K.G.)