Mudança de comportamento
Mesmo com todo este trabalho, a sensação de que o aluno não se sente parte da escola ainda permanece. Como garantir que a comunidade tenha voz ativa dentro da escola? Para a secretária de Educação, Maria Geny Borges Ávila Horle, é preciso uma mudança de comportamento e de mentalidade em parte dos profissionais da área e também da comunidade, que parece estar em estado de apatia.
“A educação deve ser discutida por toda a sociedade. Infelizmente, ainda encontramos pessoas, dentro e fora das escolas, que acreditam que as melhorias devem partir apenas do poder público. Porém, a sociedade é elemento-chave para assegurar a aplicação efetiva dos recursos públicos da educação com responsabilidade social”, defende a secretária. De acordo com Maria Geny, muitas comunidades já assumiram este compromisso, porém outras não. “Esse ponto não está ligado a questões locais ou socioeconômicas, ele é muito mais amplo. Temos de mobilizar a sociedade pelas causas sociais”, defende.
Progestão
As mesmas dificuldades são sentidas pela dirigente Regional de Ensino, Teresa Lúcia dos Anjos Brandão, responsável por 55 mil alunos de Mogi, Biritiba Mirim e Salesópolis. “Realmente, é um contínuo desafio conscientizar a comunidade, dentro e fora da escola, sobre a importância da participação nas decisões a serem tomadas”.
Segundo ela, todas as 72 escolas públicas estaduais da Diretoria Regional possuem Conselho de Escola e Associação de Pais, mas, desde o ano passado, a rede tem buscado a participação mais efetiva da gestão escolar por meio do Programa de Gestão Escolar (Progestão). Outro ponto importante, o protagonismo juvenil, já foi alcançado, com a criação de grêmios estudantis em todas as escolas.
Programas como o Escola da Família, que desenvolve atividades esportivas, culturais e de qualificação profissional nos fins de semana à comunidade, e o projeto Escola de Tempo Integral, implantado em quatro escolas da rede mogiana, já fazem parte da realidade local: “Isto mostra que estamos no caminho certo”. (L.S.)
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