Saneamento Básico: Momento de transformação
Bras Santos
Mogi completa 447 anos em meio ao maior salto da sua história no que diz respeito ao saneamento básico. E a cobrança da sociedade civil, principalmente das comunidades que ainda sofrem com o esgoto passando na sua porta, será decisiva para que este salto seja rapidamente concluído.
O momento é decisivo, uma vez que, no início desta década, a maior cidade da região despejava milhares de litros de esgoto sem tratamento nos córregos e rios, especialmente no Tietê.
Nos últimos anos, o Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) conseguiu instalar as conexões necessárias para mandar para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) de Suzano, por meio do coletor-tronco que chega ao distrito de Jundiapeba, cerca de 20% dos resíduos produzidos. O fato é que cerca de 80% dos mogianos que residem na periferia da cidade ainda não têm ligações de esgoto.
Com um investimento que deverá ultrapassar os R$ 100 milhões até o final de 2008, a Prefeitura pretende reverter essa situação que depõe contra a qualidade de vida da população. E é justamente no saneamento básico, um dos serviços mais negligenciados nas últimas décadas, que Mogi poderá avançar mais rapidamente.
Como em outros setores, o atual governo municipal conseguiu dar os primeiros passos e tudo indica que, até 2015, a cidade conseguirá reduzir drasticamente o despejo de esgoto sem tratamento nos rios. Vale ressaltar que o ano de 2015, segundo o secretário de Planejamento e Urbanismo do município, João Francisco Chavedar, deverá ser um ano-chave para a confirmação de Mogi como uma cidade efetivamente desenvolvida.
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