Transporte Público: Integrar, simplificar e reduzir tarifas
O transporte coletivo de Mogi melhorou muito com a quebra do monopólio e os investimentos, mas ainda faltam alguns ajustes
É correto afirmar que o transporte coletivo em Mogi das Cruzes está concluindo uma importante fase de transição. Até 2004, o serviço oferecido aos mogianos era de má qualidade. Nos últimos dois anos e meio, o sistema compartilhado por duas concessionárias que exploram mais de 70 linhas rurais e urbanas melhorou consideravelmente o atendimento aos usuários.
Mas o transporte coletivo na maior cidade do Alto Tietê ainda está longe do ideal. Difícil é estabelecer o que é o ideal quando a maioria dos usuários ainda tem na memória o péssimo atendimento prestado até pouco tempo.
Mesmo assim, o poder público sabe que é preciso melhorar e dá pistas do que deve ser perseguido nos próximos anos: redução do custo das tarifas, aceleração da integração das linhas, inclusive com os trens da CPTM e linhas intermunicipais de ônibus, implantação de linhas-tronco nos grandes corredores da cidade e complementação de trajetos deficientes. Enfim, o ideal é descomplicar a prestação do serviço.
Em tese, esta descomplicação pode parecer algo simples de alcançar. Mas, na prática, as coisas não são bem assim. Basta ver a dificuldade da Prefeitura e dos próprios usuários na implantação da linha circular. O secretário Nobuo Aoki Xiol destaca que a adoção da linha circular e a implantação dos corredores-troncos (Jundiapeba-centro e Vila Moraes-centro), aliadas ao avanço na integração das linhas (hoje a cidade tem 25 trajetos integrados), garantirá a redução gradativa no custo operacional das concessionárias.
Além disso, o novo sistema vai tirar, até dezembro, pelo menos, 500 viagens das ruas centrais de Mogi. Como cada coletivo equivale a quase três carros de passeio, a mudança representará um alívio e tanto para o caótico trânsito da cidade. (B.S.)
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