Mercado de Trabalho: Vagas existem, mas falta qualificação
Mogi das Cruzes tem registrado um desenvolvimento econômico e social ímpar nos últimos anos, com a ampliação de atividades que criam vagas no mercado de trabalho e oportunidades de geração de renda. Em menos de seis anos e meio, mais de 24 mil novos empregos formais foram gerados no município. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que, em 2000, a cidade possuía 46.465 empregos com carteira assinada. Já, em abril deste ano, são 70.849 empregos, um acréscimo de 52,47%.
No entanto, Mogi sofre com a rotatividade nos postos de trabalho, chamada de turn over, um fenômeno que preocupa muitos mogianos devido à falta de qualificação profissional necessária para manter sua vaga no competitivo mercado de trabalho. O município tem investido em cursos de qualificação profissional básica, oferecidos no Centro de Integração Profissional (CIP), e possui, ainda, duas universidades, uma faculdade, várias escolas técnicas e está em vias de inaugurar uma Faculdade de Tecnologia (Fatec).
Porém, nem todos têm acesso à qualificação mais específica, exigida pelas indústrias que atuam com tecnologia de ponta. Em vista deste cenário, um dos desafios de Mogi para os próximos anos é melhorar o acesso às qualificações profissional.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, Rubens Solovjevas, afirma, porém, que as vagas não ocupadas por mogianos, são compensadas pelas pequenas empresas, que, por possuírem processos manuais, geram mais empregos. (L.S.)
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