Turismo: Resultados tímidos
Setor tem bons projetos, mas eles continuam no papel, como o trem turístico, que não tem data para entrar em atividade e tem alto custo
Embora não seja a vocação de Mogi, há o esforço de algumas entidades, em parceria com os governos municipal, estadual e federal, em transformar áreas da cidade em pontos turísticos, mas os resultados, até aqui, têm sido tímidos.
Alguns projetos antigos voltaram a ser tema de discussão recentemente, mas, até agora, nada saiu do papel. Entre eles está o polêmico turismo ambiental na serra do Itapeti. No início de julho, a Prefeitura contratou uma empresa, por R$ 84,6 mil, para desenvolver, num prazo de 90 dias, um estudo que indique que tipo de turismo poderá ser desenvolvido na serra. O prefeito Junji Abe (PSDB) queria, ainda, colocar a famosa Cruz do Século no ponto mais alto da serra, mas a Promotoria de Meio Ambiente descartou esta possibilidade por causa da lei de proteção ambiental.
Dois meses antes desta contratação, líderes de bairro do Itapeti, Sindicato Rural e Serviço Nacional Rural (Senar) lançaram um programa de treinamento para o turismo rural, que vai formar 25 agentes. As aulas só devem começar em novembro para capacitar profissionais para trabalhar no setor, caso o projeto realmente aconteça.
Outro projeto que não tem previsão para virar realidade é o do trem turístico, promovido pela Associação Nacional de Preservação Ferroviária (ANPF). No dia 30 de junho, a esperada locomotiva chegou ao bairro de Sabaúna, mas, segundo o presidente da ANPF, Fabio dos Santos Barbosa, este foi apenas o primeiro passo: “Nós estamos aguardando um aparelho de mudança de via. Faltam recursos financeiros para isso. O nosso projeto já está nas mãos do governo federal, e com a iniciativa privada tivemos a nossa primeira reunião. Agora, temos de esperar. Enquanto isso, estamos correndo atrás de outros patrocinadores”.
O equipamento é necessário para que a associação consiga trazer os quatro vagões que ganhou da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos. São dois de transporte de passageiros e dois de cargas, todos do século 19: “Este processo é demorado. Depois de conseguirmos tudo isso, ainda teremos de aguardar a aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres”.
A proposta é que o trem funcione, inicialmente, aos domingos, a cada 15 dias, entre César de Souza e Sabaúna, numa viagem de cerca de 30 minutos. Para o futuro, o objetivo é ter um itinerário entre o Mogi Shopping e Guararema. Barbosa revela que ainda não é possível dizer quanto este passeio vai custar, mas, ao que tudo indica, não será uma atração a preço popular. (K.G.)
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