![]() |
|
| .:: Categoria Ensino Fundamental Ciclo II - Rede Estadual |
|
Nome: Mário Barbosa A arte ao encontro do meio ambiente Em suas aulas, o professor Mário Barbosa tenta ensinar aos seus alunos que “o espaço geográfico é palco de atuação do homem e a sociedade na qual ele está inserido é responsável pela preservação do meio ambiente e pelo bem-estar comum de todos os seres vivos”. Nesse intuito, aliando consciência ambiental a uma vivência nas artes plásticas e na música, Barbosa desenvolveu o projeto “Do lixo ao luxo (Reciclagem, Artes Pláticas, Poesia e Música)”. A proposta do professor foi motivada pelo fato de seus alunos na EE Profª Jussara Feitosa Domschke terem dificuldade de aprendizado, tanto em âmbito escolar quanto em relação à consciência da necessidade da preservação ambiental, uma vez que os jovens acreditavam que os recursos naturais eram infinitos. Barbosa, então, desenvolveu uma dinâmica com os estudantes, tendo como recurso didático a canção “Homem Pato”, que trata exatamente das conseqüências da agressão à natureza. Os alunos praticaram, então, a leitura, a escrita e a interpretação individual da letra da música, provocando uma reflexão sobre a importância de se preservar o meio ambiente. Depois, foi formado um coral para a interpretação da música. A iniciativa seguiu com uma atividade prática. Os jovens fizeram a reciclagem de diversos materiais que seriam descartados, transformando-os em moldes para a confecção de obras de arte. “O objetivo do projeto”, esclarece o professor, “foi fazer com que o educando associasse o estudo do meio ambiente e da arte com a dinâmica das propostas educacionais do mundo escolar e, por meio disso, adquirisse base intelectual para se posicionar de forma crítica e participativa, sempre visando ao bem-estar da comunidade e do planeta”. Barbosa faz uma avaliação positiva do projeto. “Essa experiência em tirar o educando do confinamento da sala de aula trouxe ao educador nova perspectiva didática, baseada na teoria e na prática, que tornou o aluno protagonista do projeto. Ao professor, coube apenas mediar o processo de ensino-aprendizagem”. :::::::::::::
Nome: Luiz Carlos Manso A música como recurso didático Ao identificar nos alunos da EE Jardim São Paulo II um comportamento apático e agressivo, ou ainda problemas com assiduidade e de baixa auto-estima provocada por dificuldade de aprendizado, o professor Luiz Carlos Manso resolveu formular o projeto “Quem canta seus males espanta”, utilizando a música como ferramenta pedagógica para reverter esse quadro. “Inserir a música no contexto escolar é dar oportunidade às crianças e jovens de vivenciar emoções e sentimentos necessários ao exercício da cidadania”, justifica o professor. Ele selecionou algumas canções do repertório clássico e folclórico para trabalhar com os alunos, que cantaram e extraíram sons do próprio corpo para acompanhar a melodia. O próximo passo foi a confecção de instrumentos a partir de material que seria jogado no lixo, desenvolvendo a consciência ambiental paralelamente ao aprendizado musical. “Como as demais artes, a música promove a fraternidade e a compreensão, estimula valores éticos e sociais entre os jovens e também é inclusiva”, reforça Manso. Os alunos tiveram ainda aulas de introdução à flauta-doce, que proporcionou uma “vivência aos elementos musicais de forma lúdica, ligada aos aspectos afetivos e intelectuais de cada um”. A iniciação musical dos jovens foi concluída com o estudo de frases musicais, elementos do ritmo, movimentos corporais e gestuais, além do desenvolvimento da memória visual e auditiva. Ao final desta etapa, os estudantes conheceram a biografia dos autores das músicas estudadas e o contexto histórico em que cada composição está inserida, incluindo aspectos econômicos, sociais e culturais. Com essas atividades, Manso procurou contribuir para a construção do conhecimento de seus alunos, além de facilitar a aprendizagem continuada e desenvolver habilidades físicas, intelectuais e afetivas. “Percebi grandes avanços. Hoje, os alunos são alegres e participativos, o que os ajudou no desenvolvimento cognitivo”, avalia. :::::::::::::
Nome: Walter Rodrigues de Aguiar A poesia como fonte “A leitura de poesia na sala de aula deve ser um bom meio de comunicação quando associada à possibilidade de provocar reações críticas e reflexivas”. Com essa avaliação, o professor Walter Rodrigues de Aguiar desenvolveu o projeto “Poesia na sala de aula” com os alunos da EE Frei Thimóteo Van Den Broek, no intuito de desenvolver a capacidade de observação, comparação e reflexão dos jovens diante de um poema. O projeto começa com a disposição em uma mesa central de diversos livros de poesia, assinados por autores variados, sobretudo da literatura brasileira. Cada aluno escolhe o livro que mais lhe chamar a atenção, sem sofrer qualquer influência do professor, conforme esclarece Aguiar: “A atividade deve ser desenvolvida de modo que os educandos façam descobertas individuais, depois partilhadas com os colegas da classe, com intuito único de aumentar o seu universo cultural”. Com os livros em mãos, os alunos escolhem um poema, que deverá ser copiado no caderno. Depois, eles procuram as palavras desconhecidas no dicionário e pesquisam a biografia do autor para melhor entender o contexto de produção da obra. “O projeto deve deixar o educando à vontade”, diz o professor, “de modo que sirva para reciclar a sua linguagem, deixando, desta maneira, de usar gíria”. Após o estudo dos poemas, os alunos formam uma mesa-redonda para que cada um possa apresentar o texto que pesquisou para os colegas. Na seqüência, os próprios alunos produzem suas poesias, que são corrigidas pelo professor e lidas para a sala. As atividades são encerradas com uma mostra, em que são reunidos todos os poemas pesquisados e aqueles produzidos pelos alunos, para que haja uma interação com as demais turmas da escola. Na avaliação de Aguiar, o estudo da poesia em sala de aula traz grandes benefícios à formação dos jovens. “O educando aprende a observar o livro com outros olhos, conservando-os, e a entender a sua importância”. |
|