.:: Categoria Ensino Fundamental
Ciclo II - Rede Particular

1º lugar

Nome: Roseli Maria Silva
Projeto: “Desafio de Leitura”
Escola: Sesi 175 - Poá
Nível de ensino: Ensino Fundamental / 5ª e 6ª séries
Área envolvida: Leitura, arte e escrita
Período de realização: desde junho de 2006

Uma aposta à leitura

Quando a professora Roseli Maria Silva percebeu que as principais dificuldades de aprendizagem entre os alunos do Sesi 175 estavam relacionadas aos baixos índices de leitura, ela resolveu procurar formas para incentivar os jovens a ler. Assim nasceu o projeto “Desafio de Leitura”, um conjunto de tarefas a serem cumpridas pelos estudantes durante a leitura de um livro paradidático.

De início, os alunos pesquisaram diversas obras para a escolha de uma de sua preferência para ser estudada. Com os livros em mãos, a professora propôs cinco desafios aos jovens.

O primeiro foi um levantamento de informações sobre o livro, como o nome do autor, o período de produção, a editora e detalhes sobre a capa, a contra-capa, as orelhas, as páginas e ilustrações. A partir desses dados, cada estudante produziu um relatório, que incluiu ainda o motivo da escolha do exemplar.

Na seqüência, eles desenharam um dos personagens da história, cujas características foram comprovadas em um trecho da obra, atividade que propiciou um estudo das características do texto descritivo. A próxima atividade foi a elaboração de uma maquete que reproduzisse o ambiente no qual a história se desenvolve, também descrito em trechos da obra. O desafio seguinte foi a redação de um resumo do livro, conduzida por um roteiro de perguntas baseado nos elementos da narrativa.

Para concluir o projeto, os alunos fizeram uma apresentação individual, em que cada um deles se caracterizou de um personagem e apresentou oralmente a história. “Nesta ocasião, os alunos foram orientados a manter o suspense e não revelar o final da história, causando curiosidade nos colegas e incentivando-os também a ler os livros”, conta Roseli.

Segundo a professora, o projeto trouxe resultados significativos. “O envolvimento dos alunos foi tão intenso que nem parecia uma atividade de verificação de leitura. Eles sentiam-se tão responsáveis pela apresentação de seus livros que não mediam esforços para que a ela tivesse êxito”.

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2º lugar

Nome: Rosemeire Scudeler Cigagna de Godoy
Projeto: “Dominando a Linguagem Matemática”
Escola: Instituto Dona Placidina - Mogi
Nível de ensino: Ensino Fundamentla / 5ª série
Área envolvida: Matemática e arte
Período de realização: ano letivo de 2006

A matemática no dia-a-dia

Com o projeto “Dominando a Linguagem Matemática”, a professora Rosemeire Scudeler Cigagna de Godoy propôs aos alunos do Instituto Dona Placidina uma oportunidade de “pensar a matemática de forma mais consciente e eficaz, considerando a abrangência da disciplina nas diversas produções humanas”. Em nove atividades, a professora trabalhou conteúdos da matemática por meio da pintura e do uso de símbolos (linguagem visual), de textos de diversas naturezas (linguagem verbal) e da música (linguagem musical).

A primeira etapa do projeto consistiu no estudo de um texto literário sob a ótica da matemática. “A constatação geral foi a de que a compreensão do texto ficou enriquecida, detalhada e mais expressiva”, diz Rosemeire. Na seqüência, foi realizada uma atividade de pesquisa em que os alunos respondiam à pergunta “Do que você tem medo?”. As partir dos dados obtidos, construíram e analisaram um gráfico de colunas.

Os estudantes também trabalharam conceitos de paralelismo e perpendicularismo a partir da perspectiva utilizada na pintura. Depois, analisaram as formas geométricas presentes em uma obra de Van Gogh. Foram produzidos dois livros de poesias com vocabulário matemático, desenhos para a representação das três dimensões e experimentos matemáticos com sólidos geométricos.

Durante as atividades, os jovens ainda assistiram a palestras sobre a linguagem da máquina ministradas por um especialista em computação e se encontraram com uma pianista, que discutiu com os estudantes o papel da matemática na música. “Eles observaram ainda uma partitura e a diferença entre melodia, harmonia e ritmo”, conta Rosemeire.

Segundo a professora, o projeto ampliou o universo de compreensão dos alunos quanto à vastidão da linguagem matemática, uma vez que eles viram a disciplina em vários contextos e linguagens. “A metodologia usada permitiu que os conceitos fossem construídos com os alunos e não simples e passivamente absorvidos por eles”.

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3º lugar

Nome: Rosely Maria de Jesus Campos de Lima
Projeto: “Aritmética da Emília”
Escola: Pueri Domus - Mogi
Nível de ensino: Ensino Fundamental / 5ª série
Área envolvida: Matemática, arte e leitura
Período de realização: março e abril de 2007

Brincando com a matemática

A fantasia e a criatividade presentes no livro “Aritmética da Emília”, de Monteiro Lobato, foi a alternativa encontrada pela professora Rosely Maria de Jesus Campos de Lima para motivar os alunos da escola Pueri Domus ao aprendizado, levando em consideração todos os recursos tecnológicos que existem atualmente.

No projeto “Aritmética da Emília”, a leitura da obra homônima de Lobato foi feita no intuito de apresentar aos alunos alguns conteúdos que seriam estudados ao longo do ano e ao mesmo tempo, recordar o que foi visto nas séries anteriores. As quatro operações, os múltiplos, divisores, frações, números decimais e medidas são alguns dos temas abordados.

Após a leitura do primeiro capítulo em sala de aula pela professora, foram propostas diversas atividades aos alunos, divididas em quatro etapas, cada uma relacionada a um capítulo específico do livro.

Na primeira etapa, os alunos fizeram uma entrevista imaginária com o personagem Visconde de Sabugosa, sobre a idéia de fazer uma viagem pelo mundo da aritmética. A professora aproveitou o tema para estabelecer uma comparação entre a época em que o livro foi escrito e atualmente, discutindo a questão da mudança de moeda.

Com base nos capítulos selecionados para a segunda etapa, as equipes criaram um jogo com regras envolvendo todas as operações. O próximo passo foi a produção de atividades para ensinar frações a crianças de 10 anos, que incluía uma breve explicação. Os alunos também elaboraram uma palavra-cruzada e caça-palavras.

O projeto foi concluído com uma peça de teatro apresentada por cada equipe aos demais estudantes. No enredo, eles enfocaram os capítulos finais do livro e ficaram livres para retomar assuntos anteriores que acharam interessantes.

Segundo Rosely, os objetivos do projeto foram todos atendidos com sucesso. “Os resultados obtidos com a criação e confecção dos jogos, assim como o teatro, superaram as expectativas”, ressalta a professora.