.:: Categoria Ensino Médio
Rede Estadual

1º lugar

Nome: Zuleide Aparecida Padija de Oliveira
Projeto: “Identidade ‘Cuidando do eu’ ”
Escola: EE Prof. Benedito Borges Vieira – Mogi
Nível de ensino: Ensino Médio
Área envolvida: Interdisciplinar
Período de realização: entre 2005 e 2006

Auto-estima: base para o aprendizado

No convívio com os alunos da EE Prof. Benedito Borges Vieira, a professora Zuleide Aparecida Padija de Oliveira sentiu a necessidade de criar um espaço de convivência que fosse favorável à aprendizagem. Ela desenvolveu, então, o projeto “Identidade ‘Cuidando do eu’”, um trabalho multidisciplinar visando à melhoria do relacionamento entre alunos, professores e funcionários da escola.

“A maioria dos nossos alunos possui condições socioeconômicas precárias e sua auto-estima baixa, sem perspectiva de prosseguir com os estudos, fatores esses geradores de transtornos emocionais e indisciplina em sala de aula”, justifica a professora.

Durante o projeto, foram elaboradas diversas oficinas, como a de relaxamento, com práticas de massagem e alongamento, de nutrição, onde foi discutida a pirâmide alimentar, além de um espaço para a avaliação postural, com a orientação de um fisioterapeuta. O projeto também envolveu a montagem de peças teatrais, com os temas “Igualando com as diferenças” e “Estresse urbano”.

Em um segundo momento, as atividades foram conduzidas pelo tema “Os negros fazem parte da nossa identidade”. Os alunos participaram de manifestações culturais, como a prática de capoeira e de maculelê, que deram origem a um desfile regional sobre os vários tipos de beleza e à oficina Tela Viva, que propôs reflexões sobre racismo e preconceito.

Segundo Zuleide, os alunos foram responsáveis pela realização de todas as atividades. “Eles foram os autores, construtores e multiplicadores dos conhecimentos obtidos, prestando serviços a toda comunidade escolar”, esclarece a professora.

Por meio dessas atividades, Zuleide observou uma melhoria no desempenho escolar dos estudantes e também no espaço de convivência escolar. “Conseguimos, por meio do envolvimento de professores, alunos e comunidade criar maneiras e situações nas quais o respeito mútuo passou a ser mais exercido do que a indisciplina de forma geral”.

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2º lugar

Nome: Cláudio José Betzler
Projeto: “Envelhecimento Saúdavel”
Escola: EE Prof Cláudio Abrahão - Mogi
Nível de ensino: Ensino Médio / 3º ano
Área envolvida: Sociologia
Período de realização: terceiro bimestre de 2007

Preocupação social

Nas aulas de sociologia, o professor Cláudio José Betzler tem como objetivo a reflexão teórica e prática sobre temas do mundo contemporâneo. Nesse sentido, ele propôs aos alunos da EE Prof. Cláudio Abrahão uma pesquisa e debate em sala de aula sobre o tema “Envelhecimento Saudável”. No projeto, os estudantes deveriam propor a criação ou alteração de uma lei.

Para Cláudio, a atividade foi uma forma de contribuir para que os jovens tivessem uma compreensão lúcida da realidade do País e se tornassem capazes de agir no contexto em que vivem. Foi também uma forma de despertar nos alunos “o senso crítico, o espírito questionador e empreendedor, a curiosidade científica, a perseverança e a responsabilidade social”.

O projeto exigiu dos educandos uma investigação do tema envelhecimento no Brasil e no mundo, tendo como recurso a biblioteca da escola e o meio eletrônico. Para isso, eles pesquisaram dados demográficos na Internet, informações sobre a legislação vigente e, sobretudo, sobre o Estatuto do Idoso. Os estudantes ainda buscaram propostas de leis em tramitação no Congresso Nacional.

Por fim, os alunos elaboraram uma proposta de projeto de lei onde propuseram a alteração do artigo 21º, capítulo V, da Lei nº 10741, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso.

A idéia dos jovens foi transformar o dia 1º de outubro no “‘Dia da Consciência sobre o Envelhecimento – Estatuto do Idoso’, nas escolas públicas e privadas do território nacional e, também, o desenvolvimento de atividades educativas, artísticas e culturais sobre o processo de envelhecimento nas unidades escolares”.

Segundo o professor, todos os alunos atingiram os objetivos propostos com o projeto, sendo que, em alguns casos, as metas foram superadas. “Os temas foram associados aos conceitos sociológicos trabalhados em sala de aula e contribuíram para desvelar a visão multidisciplinar do assunto pesquisado e da disciplina”, avalia Cláudio, satisfeito com o entrosamento da classe.

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3º lugar

Nome: Paulo Eugênio da Silva
Escola: EE Luiz Bianconi - Suzano
Projeto: “Tarefas Investigativas nas Aulas de Matemática”
Nível de ensino: Ensino Médio / 1º ano
Área envolvida: Matemática
Período de realização: ano letivo de 2006

Desvendando a matemática

Com o projeto “Tarefas Investigativas nas Aulas de Matemática”, o professor Paulo Eugênio da Silva realizou com os alunos da EE Luiz Bianconi tarefas investigativas referentes a conteúdos de álgebra. O objetivo de Paulo foi “observar como os estudantes interagem com essas tarefas e possibilitam o desenvolvimento do pensamento algébrico, facilitando e aprimorando o aprendizado”.

Ao todo, foram propostas cinco tarefas investigativas, realizadas pelos alunos em um intervalo de aproximadamente 60 dias, de forma que a atividade não comprometesse o cumprimento do currículo escolar. Segundo o professor, as atividades tiveram como proposta proporcionar aos estudantes um maior envolvimento com a matemática, e fazê-los perceber o quanto a disciplina é fundamental em seu aprendizado, lembrando que eles estavam livres para escrever tudo o que pensavam e como refletiam sobre cada tarefa.

Realizados em grupos, os exercícios eram de cunho aberto, de forma que os alunos não eram direcionados a uma resposta fechada. “O enunciado não especificava apenas uma resposta correta, mas uma reflexão sobre algumas informações para que dados fossem buscados em conhecimentos prévios e organizados para eventuais soluções”, explica Paulo, ressaltando que este formato de atividade possibilita ao professor observar de perto o aprendizado dos alunos, verificando seus passos para alcançar tal solução.

No decorrer do projeto, o professor percebeu que os alunos se tornaram mais autônomos na busca da solução das tarefas e passaram a justificar suas escolhas e a comunicar os resultados, mesmo com certas dificuldades, usando linguagem algébrica.

“O crescimento dos alunos era visível de uma tarefa para a outra quanto às resoluções e do modo como justificavam suas conclusões”, avalia Paulo. “Percebia-se a iniciativa da leitura detalhada, buscando identificar o que eles poderiam fazer e rapidamente começavam a testar algumas conjecturas para constatar validades matemáticas”.