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| .:: Categoria Ensino Médio Rede Particular |
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1º lugar
A arte como instrumento “As transformações ocorridas na arte, com o aparecimento de novos gêneros e formas artísticas, têm mudado a relação do público com a obra de arte”, avalia a professora Ana Luiza dos Reis Abdalla. A partir desta constatação, Ana desenvolveu com os alunos do Colégio Brasilis o projeto “A banalização do beijo”, no intuito de articular novos caminhos e possibilidades que aproximem o adolescente dessa “construção contemporânea”, e da percepção de que a sensibilidade pode ser aliada da tecnologia, da história, da sociedade e do homem. Para ampliar os limites que os estudantes possuem sobre a arte, a professora procurou mostrar a importância em se valorizar idéias que estão por trás de uma obra de arte e, ao mesmo tempo, discutir o uso da imagem na mídia. Ana destacou ainda fatores históricos que abalaram tradições estéticas em razão do desenvolvimento da indústria cultural e dos meios de comunicação de massa. Após trabalhar esses conceitos, a professora deu início a um debate sobre as “baladas” freqüentadas pelos alunos no fim de semana e o número de “ficantes” da noite. A proposta era que os alunos se articulassem sobre o papel do sentimento nas relações humanas e sobre a banalização do beijo que existe atualmente. Na seqüência, foi realizada uma atividade de coleta de imagens relacionadas às diferentes linguagens artísticas, como as artes plásticas, o cinema, a fotografia e a música, também relacionadas ao tema. Esse material foi analisado em sala de aula e deu origem a um painel sobre a influência da mídia no comportamento humano, sob diversos aspectos. Para Ana, a atividade contribuiu para que os jovens se tornassem pessoas mais críticas e conscientes frente à efemeridade dos valores atribuídos ao nosso tempo. “Podemos dizer que nos tornamos críticos à medida que tomamos consciência sobre os efeitos e transformações que a mídia exerce sobre as relações humanas”, argumenta a professora. ::::::::::::: 2º lugar
Invertendo papéis Diante dos questionamentos dos alunos do Núcleo de Educação e Cultura Estância dos Reis, como “porque estudar matemática?” ou “para que me serve?”, a professora Maria Helena Pinedo resolveu criar o projeto “Aluno-ensina X Aluno-aprende” como alternativa para motivar os jovens ao estudo da disciplina, “por meio de uma situação diferente do cotidiano e transformando a avaliação em um mecanismo de prazer e não de repressão”. A proposta do projeto foi levar os alunos, em duplas, frente à classe para transmitir conhecimentos matemáticos pré-adquiridos em sala de aula, com total liberdade de expressão, imaginação, originalidade e crítica. “Ele deixa de ser espectador e passa a ser atuante. A troca de posição e o uso da linguagem e de técnicas apropriadas passam a ser o estopim para uma aprendizagem divertida e interessante”, diz Maria. Segundo a professora, os alunos ficaram à vontade para escolher o material que seria utilizado em sua apresentação, como giz e quadro, cartazes, jogos, retroprojetor e slides. “A intenção é que os alunos adquiram o gosto pela matemática, modificando a rotina da classe e despertando o interesse do aluno”. Foram estabelecidas as regras para as apresentações e também para a avaliação das duplas. “Deixei claro a todos que a avaliação é um instrumento valioso no processo educativo, mas que não deveria ser vista como recurso de repressão”, reforça Maria. Os resultados obtidos com o projeto a professora analisou, também, por meio da matemática. Ela calculou a média geral das opiniões dos alunos que participaram e deram notas de até 5 pontos às categorias: direitos/deveres, estratégias, transmissão e nível de prazer. Nesse processo, a professora destaca a originalidade e a criatividade das estratégias de ensino utilizadas pelos alunos e a forma como o conteúdo foi desenvolvido, com segurança e responsabilidade. “Algumas duplas finalizaram a atividade com uma pequena avaliação e premiaram com balas ou bombons”, lembra Maria. |
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