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| .:: Professor auxiliar | |
Um reforço na alfabetização Um antigo projeto do governo do Estado para reforçar o ensino fundamental, em especial a primeira série, que corresponde à alfabetização da criança, foi reformulado e deve entrar em vigor no Alto Tietê a partir do primeiro semestre de 2008, quando todas as cidades da Grande São Paulo adotarão a mudança. O programa consiste em levar estudantes de licenciatura ou Letras para a sala de aula, para auxiliar o professor titular no processo de ensino dos alunos. Os estagiários serão uma espécie de reforço e darão atenção especial aos pequenos com dificuldades. Como incentivo, os futuros professores receberão bolsa integral na universidade. O presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Carlos Ramiro de Castro, é contra o projeto, que já está funcionando na capital. Ele quer que os “auxiliares” sejam professores formados, e não estagiários. “Em vez de colocar um estagiário em sala de aula, o governo deveria garantir professores-adjuntos, profissionais concursados, para atuarem em todas as salas de aulas. Assim, o professor-titular poderia contar com o apoio de um profissional para substituí-lo em eventuais faltas, sem prejudicar o desempenho dos alunos”, defende. Ao contrário de Castro, as dirigentes de Ensino da região do Alto Tietê vêem com bons olhos o projeto do governo estadual e garantem que o reforço para a alfabetização é sempre bem-vindo, principalmente quando o número de alunos é grande. Esta é a opinião das dirigentes Teresa Lúcia dos Anjos Brandão, de Mogi, Maria da Penha Gelk, de Suzano, e Regina Aparecida de Freitas Ferreira da Silva, de Itaquaquecetuba. Em Ferraz, desde agosto de 2005 os alunos da 1ª série do ensino fundamental da rede municipal contam com o auxílio de dois professores em sala de aula. A iniciativa, que atende pelo nome “Ler e Escrever– Alfabetização para Valer” foi implantada pela Secretaria Municipal de Educação nas 22 escolas da rede. Atualmente, 72 classes contam com dois professores efetivos. O objetivo da proposta é dar um reforço à alfabetização e favorecer a prendizagem. ::::::::::::: Sistema não será implantado na rede municipal de Mogi O projeto Professor Auxiliar do governo estadual, que coloca um estagiário de licenciatura ou Letras na sala de aula para auxiliar o professor titular da primeira série do ensino fundamental, não deve ser implantado nas escolas municipais de Mogi das Cruzes. De acordo com a secretária de Educação de Mogi, Maria Geny Borges Ávila Horle, o projeto é benéfico para salas de aula com número elevado de alunos, mas para grupos menores, como acontece nas escolas municipais, a presença de um estagiário não será muito significativa: “Não deixa de ser um apoio no desenvolvimento das atividades e na atenção dada aos alunos com maior dificuldade, mas, pelo menos em curto prazo, não pretendemos adotar este sistema nas escolas do município”. O projeto foi colocado em prática nas 613 escolas estaduais da capital, em junho deste ano, e será implantado na Grande São Paulo em 2008 e, no interior do Estado, em 2009. Depois que as escolas estaduais de São Paulo adotaram o sistema, algumas redes municipais seguiram o exemplo. |
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