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Perspectiva 2008
A opinião de representantes de diversos setores:
Educação
“A educação vem evoluindo desde a época do Império. É a única política social que vem ininterrupta desde então, mas em cada momento ela adquire uma característica diferente, respondendo às necessidades de cada povo. São muitas perspectivas boas para o ano que vem. Nós esperamos que o movimento Todos pela educação e o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), do governo federal, obtenham êxito. Em Mogi, nós estamos avançando com o nosso plano de trabalho, que, ano a ano, vem se aprimorando. Em 2008, vamos dar continuidade a este trabalho, levando escola para lugares mais próximos dos alunos, construindo e reformando prédios e ampliando o sistema de transporte”. Maria Geny Borges Ávila Horle, secretária municipal de Educação
“Em 2008, haverá investimentos na melhoria da infra-estrutura das escolas, como a instalação de computadores com banda larga na sala dos professores, instalação de equipamentos de segurança, construção e cobertura de quadras esportivas, reformas e ampliações em prédios escolares. A partir de fevereiro, serão implantadas as Propostas Curriculares de Educação Básica de São Paulo, com a indicação das expectativas de aprendizagem para todos os alunos em cada disciplina, série e ciclo dos ensinos fundamental e médio”. Teresa Lucia dos Anjos Brandão, dirigente regional de Ensino.
“Eu participei de uma reunião do Conselho Nacional de Educação e está muito claro que eles ainda não digeriram bem aquela pesquisa de educação que colocou o Brasil em um dos últimos lugares do mundo em várias disciplinas. A expectativa para o próximo ano é realmente de uma reviravolta, porque, se nós do ensino superior recebermos alunos melhores, eles também terão mais sucesso no aprendizado da profissão que escolherem. Temos um grande desafio. É importante que toda a classe da educação se una para que o País seja melhor”. Saul Grinberg, pró-reitor administrativo da UBC
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Saúde
“Em 2008, a saúde municipal vai se perpetuar, porque os trabalhos que já vêm sendo realizados desde 2001 estarão consolidados. É uma nova filosofia de trabalho que poderá ser seguida por futuros governantes. No cenário nacional, pela dinâmica do novo ministro (José Gomes Temporão), eu vejo boas perspectivas. O primeiro sinal foi o aumento da tabela do SUS (Sistema Único de Saúde), que ainda não é o ideal, mas já foi uma sinalização de que as coisas vão melhorar. Outro fator foi a aprovação da regulamentação da Emenda Constitucional número 29, que determina onde e como os governantes devem usar o dinheiro destinado para a saúde. E para tornar o sistema de saúde mais eficiente, a novidade é o Pacto pela Saúde, que a partir do ano que vem vai tornar realidade o intercâmbio entre os municípios da mesma região”. Cláudio Miyake, secretário municipal de Saúde
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Economia
“De acordo com as projeções do Fundo Monetário Internacional, a economia brasileira deverá apresentar em 2008 uma expansão da ordem de 4,2%, o que significa que o País vai permanecer crescendo abaixo da média projetada para a América Latina e para o mundo. Para crescer num ritmo mais acelerado, o Brasil precisaria reduzir ainda mais as taxas de juros, cortar gastos públicos, diminuir a burocracia estatal, investir em infra-estrutura e fazer uma profunda reforma tributária. É importante ressaltar que, em 2008, tem eleições e muito provavelmente essas mudanças serão mais uma vez adiadas.Como está em curso uma crise do crédito imobiliário de alto risco, de proporções ainda imensuráveis, a economia brasileira pode passar por grandes turbulências no próximo ano, aumentando o desemprego. Em relação à política, o cenário mais provável é o acirramento da disputa entre governo e oposição”. Afonso Pola, sociólogo e professor da Universidade Braz Cubas
“Em linhas gerais, como a nossa economia está com os fundamentos bem estabilizados, embora esteja com o dólar desvalorizado, está havendo uma compensação no preço dos produtos das commodities. O Brasil, dentro das perspectivas, deve ter um crescimento na ordem de grandeza de 2007, porque a parte de infra-estrutura ainda não está totalmente adequada. As rodovias, os portos e, principalmente, a energia têm um futuro incerto, porque dependemos de chuvas para deixar a situação sob controle. Sem energia, ninguém consegue operar, é uma matéria-prima fundamental. Em Mogi, certamente haverá continuidade do crescimento, que é muito intenso. Em 2007, a cidade ficou em segundo lugar no Estado, só perdeu para Limeira”. Milton Sobrosa, diretor da Petrom e diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Eu acredito que as perspectivas para 2008 são muito boas para o comércio, em especial para os shoppings. A economia brasileira está estável e muito sólida, o que garante ao mercado interno um maior crescimento. A queda dos juros poderia ser um pouco mais agressiva, para que possamos crescer ainda mais. O que precisa ser feito com mais rigor é o combate à pirataria, que atrapalha e muito alguns segmentos do comércio, como CDs e DVDs, relógios e eletrônicos, que são itens comercializados em shoppings e sofrem uma grande e desleal concorrência dos produtos pirateados”. Fábio Luís Jacob Jorge, sócio-proprietário do Mogi Shopping.
As perspectivas são boas, não só pelo mercado de trabalho, mas pelas próprias pessoas que estão se conscientizando de que têm de estudar. Aqui na agência, nós temos vagas e não temos profissionais qualificados. O estudo é um investimento. As pessoas compram roupas e sapatos em três vezes, mas não têm coragem de fazer o mesmo com um curso profissionalizante ou de especialização. Isso deve melhorar no ano que vem, porque as perspectivas de vagas são realmente muito boas e, em todos os setores”. Sueli Mendes de Noronha, selecionadora da MB Empregos.
O ano de 2007 mostrou uma pequena reação para o mercado da agricultura, principalmente no Alto Tietê. A expectativa é de que esta evolução continue no ano que vem, porque a economia está reagindo de uma forma geral. O setor é movido pela demanda e há capacidade de produção na região. Independentemente de qualquer problema que tenhamos, se tiver demanda, estes obstáculos são superados”. Minoru Mori, presidente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes
Estamos consolidando a produção da linha de cuidados com a família. Nossa meta para o próximo ano é agressiva e devemos continuar com o crescimento de 18%, graças aos nossos produtos diferenciados e ao nosso time de funcionários comprometidos. No segmento de cuidados pessoais, também mantemos um crescimento forte. Até julho de 2008, devemos ampliar a capacidade instalada no município de Suzano em 30%. Este momento é muito importante para a economia e não vemos grandes riscos para o ano que vem, com exceção da infra-estrutura, que necessita de investimentos, pois estamos muito dependentes da ajuda de São Pedro. Entre outras medidas, é preciso ampliar a estrutura em termos de energia e petróleo. O grande problema para o próximo ano será a capacidade das indústrias e da matriz energética”. Ricardo Tobera, diretor de Operações da Linha de Cuidados com a Família da Kimberly-Clark Brasil
A perspectiva para a indústria de Mogi é de um crescimento espetacular, já que temos previsão de que 56 empresas, que já estão se instalando no município, comecem a funcionar. Além disso, as indústrias locais também estão em processo de expansão, aumentando, conseqüentemente, a sua capacidade produtiva. Este cenário favorece a geração de empregos. De acordo com o Caged, foram criadas na indústria mogiana mais de 1.500 vagas somente neste ano. Para o ano que vem, nossa expectativa é que este crescimento continue”. Rubens Solovjevas, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social de Mogi das Cruzes
A expectativa da área de desenvolvimento e da construção civil é muito grande. A área residencial é a que mais vai crescer na construção civil no ano que vem”. Augusto Camargo, diretor regional do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo)
A indústria automobilística brasileira vive um momento especialíssimo e caminha para fechar o ano com incríveis 2,4 a 2,5 milhões de veículos emplacados. Nunca o consumidor brasileiro comprou tanto carro e um dos fatores impulsionadores foi a maior facilidade no crédito, com prazos maiores para pagamento e a estabilidade econômica. Para 2008, a estimativa é de um novo crescimento, da ordem de 10%, o que também será excepcional. No ano passado, superamos a Índia, a Espanha e o Canadá e passamos a ocupar o nono lugar no ranking mundial dos principais mercados.Para suportar tanto crescimento, sem dúvida alguma, o setor continuará investindo maciçamente. Mas, será fundamental contarmos com a melhoria significativa na infra-estrutura brasileira, em especial os portos, aeroportos e malha rodoviária”. José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil
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Terceiro setor
“Eu sou bastante otimista, acredito sinceramente que a salvação de parte dos problemas do mundo, como a desigualdade social, está no terceiro setor, porque é uma organização sem interesse financeiro. E até pela simplicidade das organizações é mais fácil entrar nas comunidades e conquistar a confiança dos moradores. A quantidade de ONGs tem crescido muito e isso requer uma profissionalização, um aperfeiçoamento de cada uma delas”. Letícia Maria Telo de Faria, presidente do Instituto Terra
“A minha expectativa é de uma conscientização maior da população em relação ao terceiro setor. Vejo com bons olhos o ingresso da indústria e de outras instituições de grande porte na questão da responsabilidade social e ambiental. Isso está sendo previsto em lei e aquele que se preocupar com o cidadão será reconhecido. É importante também que as pessoas saibam e sejam estimuladas a contribuir com o serviço voluntário”. Raquel Breviglieri, presidente do Cecan
“Em 2008, vamos modernizar as técnicas, aperfeiçoar os profissionais e reestruturar o setor de terapia ocupacional. As oficinas estavam em um ritmo um pouco lento, mas, agora, as de bijouteria, estamparia e marcenaria, entre outras, vão estar a todo o vapor, para incluir os nossos alunos no mercado de trabalho. Nós também pretendemos fazer um grande movimento de protesto, com a Assembléia Legislativa de São Paulo, em Brasília, porque houve uma queda no investimento do governo federal no terceiro setor”. Marcos Abib, presidente da Apae de Mogi
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Esporte
“As perspectivas para o esporte de Mogi em 2008 são de crescimento em todas as esferas: desde o trabalho com crianças e jovens, passando pelas equipes competitivas, até chegar à melhor idade. Teremos um maior aproveitamento, em competições oficiais, de alunos que hoje participam de atividades de iniciação esportiva. É o caso da ginástica artística feminina, em que desenvolvemos um trabalho pioneiro na cidade em parceria com a Secretaria de Educação. Teremos várias modalidades disputando os Joguinhos Abertos da Juventude, um vestibular para os Jogos Regionais e Abertos do Interior. Em 2008, a população mogiana ganhará mais um excepcional espaço para recreação e lazer, o Parque Centenário, que será inaugurado em homenagem aos cem anos da imigração japonesa no Brasil”. Pedro Giannotti Neto, secretário municipal de Esportes e Lazer de Mogi
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Segurança Pública
“Nosso objetivo é manter o nível atual na área de segurança. Nós temos conseguido baixar todos os índices criminais na seccional de Mogi das Cruzes e a nossa meta será manter e melhorar estes números, além de, é claro, continuarmos com o combate a entorpecentes, que é uma de nossas prioridades, já que este problema está ligado a uma série de outros crimes, como os homicídios. Outro objetivo é inaugurar a delegacia especializada no atendimento de idosos até janeiro do ano que vem”. Carlos José Ramos da Silva, delegado seccional de Mogi das Cruzes
“Para 2008, temos alguns projetos importantes na região, como aumentar a interação de todas as comunidades, principalmente as da área rural. Também precisamos que a participação das pessoas seja maior, para que elas possam confiar e ajudar a polícia. Também aguardamos do governo o aumento do efetivo e do número de viaturas. Em relação ao ano passado, a maioria dos índices criminais diminuiu. Apenas o furto de veículos foi maior, de junho a setembro, mas já caiu também.”. Paulo Roberto Madureira Salles, comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar
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Política
“Para o próximo ano, as perspectivas são as melhores possíveis, porque nós estamos sendo impulsionados pela economia de Mogi, que tem gerado empregos como nunca na história da cidade. Para se ter uma idéia da grande demanda de contratações, as empresas instaladas no município já estão começando a reclamar da falta de pessoal qualificado. E, em 2008, estas empresas devem alavancar ainda mais o crescimento da cidade, e outras pequenas e médias indústrias devem chegar”. Junji Abe, prefeito de Mogi das Cruzes
“Em relação à atuação política nas três esferas, alimento a expectativa de que todos os ocupantes de cargos públicos eletivos honrem os compromissos assumidos. O resgate da credibilidade dos políticos começa pela responsabilidade de seus atos, do momento em que se candidata, pede e conquista um voto até o exercício cotidiano de suas atribuições. O ano que chega traz definições importantes por conta das eleições municipais”. José Antonio Cuco Pereira, presidente da Câmara de Mogi das Cruzes
“Os indicativos são bons,, mas alguma coisa precisa ser feita na área da saúde, principalmente na baixa e média complexidade. Na área de segurança, é necessário que se crie uma política de envolvimento social, porque a violência urbana cresceu de tal forma que ultrapassou os limites da força policial. Na educação, eu tenho uma esperança muito grande no novo ministro. Já na área eleitoral, especialmente para o Alto Tietê, a expectativa é muito boa, porque o Serra (José Serra, governador de São Paulo) assumiu recentemente e já visitou a região algumas vezes e honrou alguns compromissos”. Estevam Galvão de Oliveira, deputado estadual
“A minha perspectiva para o ano que vem é que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) tenha uma participação maior na reforma agrária, no assentamento junto ao Incra, na captação de resíduos e, principalmente, na transformação do lixo em energia. Para a saúde, eu espero que todos os municípios sejam plenos (sistema de atendimento completo), e que a rede de especialistas funcione melhor, que o governo do Estado dê mais atenção a este setor, principalmente ao SUS, para que as pessoas sejam melhor atendidas e tenham acesso a todos os exames. E é por conta destas necessidades que eu sou a favor da prorrogação da CPMF. Se este imposto cair, a saúde brasileira vai sofrer muito. Eu considero muito pouco o que tiram de nós com este imposto em relação ao que é revertido à população carente”. Luís Carlos Gondim Teixeira, deputado estadual
“Nos últimos três anos, o cenário mundial tem sido bastante positivo, mas o Brasil tem perdido oportunidades. Para 2008, eu acredito que vamos continuar neste mesmo ritmo, não vejo um grande crescimento, porque não foram feitos grandes investimentos do governo federal para isto. Já no Alto Tietê, especialmente em Mogi, estamos num processo de atração de empresas e geração de emprego muito forte. Este crescimento deve continuar em 2008, que é um ano de mudanças, porque tem eleições municipais. A eleição de Mogi será comandada pelo prefeito Junji Abe, que, como última missão à frente da prefeitura, terá de saber nas mãos de quem ele deixará a cidade”. Marco Aurélio Bertaiolli, deputado estadual, presidente da ACMC (Associação Comercial de Mogi das Cruzes) e vice-presidente da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo)
“2008 vai ser um ano atípico, porque haverá eleição municipal e uma boa parte dos deputados sairá candidato a prefeito, inclusive na região. Para ser sincero, isso causará mais uma patinação na Assembléia. Bom mesmo seria se as eleições para deputado coincidissem com as municipais”. José de Souza Candido, deputado estadual
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