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Edição 6008

Publicada no domingo, 19 de maio de 2013

PopTV

Matéria publicada em 29/07/12
Em Foco
Malícia adormecida
Em seu terceiro papel de mocinha, Carol Castro comemora dez anos na Globo com personagens mais amenos
Ana Paula Hinz
PopTevê
Pedro Paulo Figueiredo/CZN
Vivendo a Jacira, de "Amor, Eterno Amor", a atriz tem deixado de lado os papéis tempestuosos e sensuais que marcaram sua carreira

Papéis tempestuosos e sensuais sempre foram o forte de Carol Castro. Nos últimos anos, porém, a atriz resolveu buscar personagens mais amenos, o que resultou em uma parceria com a autora Elizabeth Jhin. Dois anos depois de interpretar sua primeira mocinha, a independente Mariana em "Escrito na Estrelas", Carol volta a trabalhar com o texto de Elizabeth, agora na pele da ingênua Jacira, de "Amor, Eterno Amor". "Quando soube que o papel era em uma novela dela fiquei muito feliz. Também é o meu quarto trabalho seguido com o Papinha e com quase a mesma equipe", comemora, citando o apelido de Rogério Gomes, diretor-geral do folhetim.

Apesar de, no início, Jacira ter tido uma trama relativamente tranquila, desde que saiu da Ilha do Marajó, no Pará, e foi para o Rio de Janeiro, os problemas começaram. A artesã fez algumas fotos como modelo para uma revista e o marido, Josué, de Erom Cordeiro, começou a ter inúmeras crises de ciúmes. "Eles passaram por uma fase de transição. Era um casal muito unido e feliz, mas eu sabia que, em algum momento, uma reviravolta ia acontecer", conta. Agora que Jacira ficou amiga de Elisa, vivida por Mayana Neiva, a situação se complicou ainda mais. Para proteger a misteriosa mulher, ela assumiu a culpa de uma mentira e o marido decidiu se separar. Na opinião de Carol, no entanto, os dois ainda vão se acertar. "Tem horas em que o amor fala mais alto", filosofa.

O papel da marajoara permitiu que a atriz tivesse experiências diferentes. Junto com parte do elenco, foi para o Pará, onde aprendeu danças típicas, especialmente o lundu, e teve contato com os animais da região. Como sempre gostou de estar próxima da natureza, foi a primeira a querer andar a cavalo e a subir em um búfalo.
Em sua terceira boa moça - entre as duas personagens de Elizabeth Jhin fez a reprimida Natália, de "Morde & Assopra" - a atriz acredita que muitas características diferenciam o atual papel dos últimos. "A Jacira tem um outro universo, outro sotaque, outro tipo de berço. Não é maltratada pela sogra nem por ninguém como a Natália", compara a atriz, que acha importante variar os trabalhos.
"Se reinventar é essencial para qualquer ator. Penso em fazer um próximo papel ainda mais distante dos outros. Fiz várias ´mázinhas´, depois várias ´boazinhas´. Vamos ver agora", avalia a atriz.
Sensualidade
Apesar de os papéis sensuais terem se tornado menos frequentes, Carol tem uma relação tranquila com a exposição do corpo. Tanto que já posou na "Playboy", em 2008, e apareceu em cenas de nudez quando protagonizou, por quatro anos, "Dona Flor e Seus Dois Maridos", peça baseada na obra de Jorge Amado, da qual saiu para se dedicar a "Amor, Eterno Amor". Como muitas belas atrizes, ela lida bem com a necessidade de cuidar da aparência física, mas sonha em deturpar a imagem "sexy" em nome das artes dramáticas. "Ainda quero fazer uma manca caolha", diverte-se.
Carol garante, porém, que a vontade de se enfear não vem de um medo de acharem que ela é apenas mais um corpinho bonito. Afinal, fez mais de dez produções na Globo e completa, no fim de 2012, 10 anos na emissora. "Acho que já consegui demonstrar uma certa versatilidade nesse tempo", opina a atriz, que tem motivos para comemorar a carreira também no cinema. Depois de quatro filmes - entre eles, "Cilada.com", de Bruno Mazzeo - Carol aguarda o lançamento de "Open Road", filme de Márcio Garcia, em que contracena com atores internacionais como Andy Garcia e Camilla Belle.

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