Matéria publicada em 29/07/12
Seleção
Mentir no currículo coloca em grande risco a contratação
Divulgação

Conseguir o cargo motiva a maioria das mentiras nos currículos
O desejo de conseguir o novo emprego, na empresa dos sonhos, foi tanto que o candidato aumentou suas competências e projetou a imagem perfeita para o cargo de liderança no currículo. "Durante a entrevista, no entanto, ele se desviava das questões sobre sua atitude com funcionários. Checamos sua experiência nas empresas anteriores. Constatamos que ele não havia ocupado nenhum cargo de chefia. Foi banido do processo seletivo", conta a gerente de RH da Ação Informática, Georgina Cássia.
Aumentar as habilidades pessoais, a escolaridade ou informar proficiência no inglês estão entre as mentiras mais comuns. Mônica Paiva, diretora de RH da Radix, direcionada para engenharia e TI e que tem 8 mil currículos na base de dados e 200 funcionários, afirma que a maioria das pessoas mente sobre o grau de conhecimento. "Dizem ter inglês intermediário quando, na verdade, é básico.
Em nível de gerência e na área técnica isso ocorre, principalmente, entre profissionais acima de 40 anos, porque há cerca de uma década a globalização fez do inglês um dado essencial da cultura corporativa". E pessoas mais velhas nem sempre estão com seus conhecimentos de língua tão afinados.
Em média, a cada 10 currículos, 4 possuem informações supervalorizadas e 2 apresentam dados falsos. De acordo com a consultora e especialista em RH pela Fundação Getúlio Vargas, Cintia Bortotto, as distorções dividem-se em dois tipos: objetivas e subjetivas.